RESUMO:Atualmente, o sistema de metas de inflação norteia a condução da política monetária no mundo. Entretanto, relatórios do FMI (2005) e estudos recentes (2025) apontam que entre 25% e 40% das metas são descumpridas. Em países com elevado endividamento é comum observar episódios de descumprimento não por falhas operacionais do banco central, mas devido à incompatibilidade entre o regime monetário e a situação fiscal.
Esta pesquisa parte de um modelo teórico de nossa autoria, já aceito para publicação no American Economic Journal: Macroeconomics, que obteve ampla repercussão nacional e internacional.
Nosso projeto aprimorará esse modelo, incorporando elementos institucionais da realidade brasileira, como a independência do BACEN. Adicionalmente, estudaremos reações ótimas às variações do risco país. Por um lado, a elevação do risco país é inflacionária e exige juros altos. Por outro, a elevação do risco país torna o país mais frágil fiscalmente e suscetível a dominância fiscal, limitando a subida de juros. Os resultados do modelo estimado para o Brasil embasarão as respostas às duas perguntas: (i) Como coordenar de forma adequada a redução do gasto público e o processo de desinflação em economias fiscalmente frágeis; (ii) Qual o aperto monetário requerido em resposta a elevação do prêmio de risco.
PESQUISADOR(ES) LÍDER(ES) DO PROJETO*: Aloisio Pessoa de Araújo e Rafael Chaves Santos
ESCOLA(S): EPGE
NOME(S) DO(S) CENTRO(S): Centro de Economia Aplicada